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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Absolute Disgrace - Corpse Kingdom

10 Faixas
Cogumelo Records – Nacional
2004
Nota: 9

Faixas:
01. The Grandmas Molestor
02. Undead
03. Condemned
04. Memories of a Dismembered Cadaver
05. Cadaveric Masturbation
06. The Rotted Bodies
07. Faecal Spray of Blood
08. Menstruation Sucker
09. Cannibals
10. When the Food Tries to Survive

http://www.absolutedisgrace.cjb.net/

Ninguém pode imaginar a satisfação que é poder resenhar o primeiro registro de estúdio do Absolute Disgrace.  Lembro-me quando recebi a demo Condemned em meados de 2002 e já era um trabalho de qualidade e me entristecia ainda não poder vê-los com o suporte de alguma gravadora.  Pois bem, depois de muita, mas muita luta pelo underground, os mineiros conseguem lançar seu primeiro trabalho.

E como era de se esperar, os caras não decepcionaram, muito pelo contrário, correm o risco de serem considerados os maiores do estilo na América do Sul e porque não do mundo?  Conteúdo para tal eles tem de sobra.  E por falar em conteúdo o que são essas letras? Além da bestialidade lírica que a banda é capaz de produzir os amantes do grind/splatter iram se deliciar com o conjunto da obra que é um dos mais nojentos e melhor produzidos já em nosso país.  Só pancadaria do começo ao fim sem choro nem vela.  Gritaria, vocal gutural, bateria sendo socada, isso realmente é uma desgraça absoluta.

Parabéns a banda pelo trabalho.  Márcio e Cia, vocês acertaram em cheio.

Amoral - Wound Creations

Spikefarm – Importado
10 Faixas
Nota: 8.5

O underground finlandês vem produzindo inúmeras bandas de death metal das quais, poucas conseguem um lugar ao sol.  E o Amoral é uma que com certeza conseguirá seu merecido espaço.

O death metal do grupo é trabalhado e com técnica apurada, principalmente por parte dos guitarristas.

Esse é o primeiro trabalho dos caras e já vieram com a corda toda e prova disso são as empolgantes cacetadas e a pegada animal de faixas como “Atrocity Evolution” e “Silent Renewal”.

Ajattara - Tyhjyys


Spikefrm Records - Importado
Faixas: 11
2004
Nota: 9
Black Metal

Faixas:
01. Intro
02. Sortajan kaipuu
03. Katumuksen kyinen koura
04. Naaras
05. Armon arvet
06. Pahan tuoma
07. Harhojen renki
08. Langennut
09. Uhrit
10. Tyhjyydestä
11. Outro

O projeto do frontman do Amorphis Pasi Koskinen se solidifica com esse terceiro álbum.  No black metal obscuro e clássico do Ajattara, Pasi responde pelo pseudônimo de Ruoja.

Em Tyhjyys (que em português significa vazio), o grupo continua investindo na sonoridade mais primitiva do black metal e em alguns momentos lembrando o Bathory. O diferencial aqui é que o grupo canta em sua língua natal: o finlandês.

A banda manteve-se fiel ao seu estilo de fazer black metal que se iniciou em Itse (2001).  Guitarras pesadas, vocal satanicamente gutural e rasgado e o teclado pra lá de sombrio.  Nesse trabalho o grupo investiu mais em teclados.  Prova disso é “Naaras” a sétima faixa do cd. Porém todas as demais músicas são muito boas.
O grupo buscou diversificar algumas musicas com passagem de coros com voz limpa, mas de forma muito sutil, algumas músicas com um levada maior de baixo.  São pequenos detalhes onde a banda mostra que busca inovações para sua sonoridade.  Vale conferir. Mas vale muito mesmo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dark Season - Valley of Desecration

11 Faixas
2004
Black Metal
Independente
Nota: 9.5

Uma questão que eu sempre deixei em pauta foi: - Até quando a maior parte do público brasileiro consumidor de cds fará vistas grossas as bandas do seu país?  Sim, pois existe um preconceito latente a grupos nacionais.  Conheço pessoas que gastam cerca de R$ 35,00 a R$ 40,00 reais em um cd de uma decadente banda de metal melódico ou um grupo de black metal comercial, mas é incapaz de expressar o mínimo de interesse as bandas nacionais. 

Quando vou a lojas especializadas, seja no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte e etc...O papo é sempre o mesmo, a criatura pega o cd, olha com total falta de interesse e depois volta para o gringo decadente.  Isso não é xenofobia da minha parte é revolta mesmo!

Esse preconceito aumenta principalmente quando o grupo é nordestino.  Não? O leitor deve estar se perguntando agora: - Eu não sou assim! Eu não faço isso.  Pois faz sim.  Existe de forma mascarada um preconceito e uma grande apatia a grupos do Nordeste brasileiro.  Mas se cada um de nós depositarmos um pouco do nosso tempo ajudando esses grupos, com certeza eles conseguirão a visibilidade que precisam.

Precisei desse extenso parágrafo para iniciar essa resenha de um dos melhores álbuns de 2000.  Gostaria de apresentar a você leitor o grupo piauiense Dark Season. 

O grupo é novo, surgiu em 2001e  no ano seguinte lançou sua primeira demo que recebeu da mídia especializada os mais diversos elogios.

Em 2004, o grupo retorna com seu debut. Da introdução até a última faixa, o cd não passa de um grande desfile de qualidade, competência e bom gosto. Cada arranjo e nota parece ter sido trabalhada cuidadosamente afim de fazer com que o ouvinte atinja um estado de êxtase com as músicas.  Para exemplificar ouça a faixa “Into My world”.

A sonoridade da banda é tão rica que podemos encontrar diversas influencias que vão do metal tradicional em solos e bases ao metal sinfônico em algumas passagens como na belíssima “The Ritual”.  O vocal gutural, porém audível de Alonso Alves se encaixa perfeitamente a banda sem abusar na agressividade. 

Continuando a citar destaques, não deixe de ouvir “Unhloy War” ótimas passagens de teclados e uma melodia cativante.

Todas as onze faixas são perfeitas, talvez o único ponto que a banda deixa a desejar seja na parte lírica, onde o grupo investe em temas batidos como demônios, escuridão com metáforas envolvendo esses assuntos.  A parte gráfica do cd é bem organizada, porém a capa poderia ter sido melhor trabalhada e infelizmente não passa para quem a vê toda a exuberância que é esse trabalho.

DORO - Warrior Soul

AFM Records/Laser Company/Rock Brigade
12 Faixas – Nacional
Nota: 9

Um álbum da Doro com cara de Warlock.  Com certeza os fãs antigos se emocionarão com as levadas desse novo trabalho da rainha do metal. 

Pouco se sabia de Doro após o Fight (2002) seu último trabalho, depois vieram algumas coletâneas e uma apresentação no Wacken.  Nesse meio tempo Doro filmou um longa metragem, Anuk – De Weg Des Kriegers (Anuk - The Warrior’s Way) e ela ainda fez a trilha sonora.

Pois bem, esse é o primeiro registro dela pela gravadora alemã AFM e o cd começa muito bem com a semi balada “You´re My Family” essa musica foi dedicada aos fãs da cantora.  A maioria das faixas tem um ar de balada épica e a cantora mostra que continua afiada e é sem dúvida alguma a melhor voz feminina do hard rock/metal.

O cd é tão agradável de ouvir em todos os sentidos, seja nas composições, solos, melodias e letras, que você nem vai sentir quando acaba. Foi assim que me senti com “Haunted Heart”, “Strangers Yesterday”, “Thunderspell”, “Warrior Soul” entre outros muitos sons.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vader

Quando o assunto é metal extremo, as bandas que geralmente vem à cabeça são: Deicide, Morbid Angel, Cannibal Corpse ou Carcass. Isso podia ser a alguns anos atrás, pois atualmente podemos incluir nessa lista o polonês Vader. O Vader foi formado por volta de 1986, mas só em 1993 que eles conseguiram assinar um contrato com uma gravadora "major" e lançaram seu primeiro álbum o brutal "The Ultimate Incantation". Foi umas das primeiras bandas de metal extremo a sair da extinta Cortina de ferro e mostrar seu potencial ao mundo.

Logo de cara já conseguiram uma turnê ao lado do Bolt Thrower e do Grave pela Europa, e do Deicide, Suffocation e Dismember pelos Estados Unidos.

Mas infelizmente no ano seguinte o Vader perde seu contrato com a Earache, mas sem deixar se abater lançam dois álbuns pelo selo Baron, o primeiro é um ao vivo chamado "The Darkest Age - Live '93" vale destacar o cover para Hell Awaits do Slayer, já o segundo é o "Sothis" , mas não chamaram muito atenção já que o death metal na época estava em baixa para a mídia.

Em 1995 a banda assina com o selo alemão System Shock/Impact Records, e assim conseguiram se manter no cenário e lançam mais três álbuns que garantiram o sucesso do grupo. Quem trouxe novamente à tona o nome da banda foi "De Profundis" de 1995, depois em 1996 o Vader lança um excelente álbum e item indispensável para fãs de metal, "Future of the Past" só tem covers, vale muito conferir as novas roupagens para Kreator, Sodom, Terrorizer, Possessed, Celtic Frost e Black Sabbath. No ano seguinte "Back to the Blind" é o último trabalho da banda com a gravadora alemã. O grupo chega a fazer mais de 350 shows nesses três anos, mantendo assim sempre seu nome em evidência.

Querendo ou não é um fato curioso uma banda originária de um país sem nenhuma tradição em metal chegar até onde chegou, e para que o público conhecesse mais o trabalhado do início da carreira a gravadora Hammerheart lançou em um único cd as duas demos Necrolust" (1989) e "Morbid Reich" (1990) sob o título de "Reborn in Chaos".

O ano de 1998 trouxeram bons ventos a banda, primeiro com o lançamento de mais um álbum ao vivo, e dessa vez gravado no Japão. Um Ep também foi lançado chamado "Kingdom" com 6 faixas e um home-vídeo chamado "Vision and Voice". Sem contar que o Vader abriu o show do Slayer em sua passagem pela Polônia. E para fechar o ano o grupo assina com a Metal Blade.

O Vader tira o ano de 1999 para shows e festivais com diversas bandas renomadas. Em março a banda começa como headliners de um tour americana, e um festival chamado "International Extreme Music Festival '99" - ao lado de nomes como: Gorguts, Cryptopsy, Nile, Divine Eve entre outros.

Em maio a banda toca em um grande festival na Polônia chamado MetalMania, com as bandas Anathema, Samael e Grip. Inc. Em junho mais shows pela Europa, ao lado das bandas Six Feet Under, Enslaved, Cryptopsy, Thyrfing e Nile.

Em novembro e dezembro de 99 a banda se trancou no stúdio Red para a gravação do novo álbum chamado "Litany" que foi lançado em março de 2000.

E mais festivais e shows marcaram a agenda, um dos mais marcantes foi o "No Mercy Festivals 2000" ao lado do Deicide, Immortal, Marduk e Cannibal Corpse.

Shows no Japão, Estados Unidos e Canadá completaram a divulgação do álbum. Um excelente mini cd chamado "Reign Forever World" foi lançado em agosto de 2001. São 10 faixas com três excelentes covers, são eles: "Total Desaster" do Destruction, "Rapid Fire" do Judas Priest e "Freezing Moon" do Mayhem.
Entre fevereiro e março de 2002 o Vader finaliza seu mais novo álbum o descomunal "Revelations", velocidade peso e garra são os únicos adjetivos para o álbum.

A banda segue o ano em turnê e desta vez o Brasil esta incluído no mapa.

FormaçãoPeter_Vocal e Guitarra
Doc_Bateria
Mauser_Guitarra
Simon_Baixo

DiscografiaThe Ultimate Incantation_1992
The Darkest Age - Live '93_1994
Sothis_1994
De Profundis_1995
Future Of The Past (covers)_1996
Black To The Blind_1997
(EP) Kingdom_1998
Live In Japan_1998
Litany_2000
Reign Forever World_2001
Revelations_2002

Site: http://www.vader.pl/

Type O Negative

O Type O Negative é o que muita banda dita "gothic-metal" sonham em ser: autêntica. Sem precisar de maquiagens, vocais femininos e cara de bebê abandonado, a banda liderada pelo vampirão Peter Steele e junto a ele o amigo Josh Silver, há mais de 10 anos despeja nos fãs suas decepções amorosas e desafetos familiares.

A cada álbum mostram composições que criam climas perfeitos para filmes sobre vampiros, suspense e erotismo, fazendo com que sua alma entre em um desespero e solidão absoluta.

Atualmente se fala e muito no termo "gothic-metal" ou metal gótico e seja lá o que for, mas quando vai se exemplificar alguns críticos costumam usar bandas um tanto quanto diferentes e algumas diferentes até demais entre si mesmas, ou seja, acabam saindo do contexto e confundindo os fãs e a si próprios. Enquadrar o Type somente nesse estilo gothic é amarrar uma corda no pescoço dos caras e atirá-los. Mas eles não estão muito longe disse não.

A mídia especializada atribui muitos rótulos para a banda: "vampiric metal", "gothic metal", "doom metal", e por ai vai. Mas esse quarteto liderado pelo "marombado" Peter Steele no final das contas, não consegue ser rotulado de forma alguma devido à riqueza musical que sua banda proporciona. E chegam em 2004 com cinco álbuns de estúdio, um meio que ao vivo e uma coletânea levando uma legião de fãs espalhados pelo globo à loucura e uma carreira sólida.

Sem dúvida Peter é o líder "nato" do grupo, responsável pela fundação (junto com seu amigo Josh), pela composição da maior parte das letras do Type.

Antes de começar a falar do inicio do Type o Negative vale começarmos pelo Carnivore ex-banda do Peter e onde ele ensaiou os primeiros passos até chegar ao Type. Fazendo um breve resumo do Carnivore. A banda foi criada por Peter em 1983 no Brooklin em Nova Iorque, o visual era inspirado em seres pré-apocalípticos e as letras de seus dois álbuns também. O primeiro play auto-intitulado foi lançado em 1985, o som era bem hardcore e pesado vale destacar a música "Male Supremacy" onde já se nota alguma semelhança com a sonoridade que Peter desenvolveria anos mais tarde. Esse álbum foi produzido pelo amigo Josh que não fazia parte da banda.

Em 1987, um segundo álbum foi lançado "Retaliation" onde o grupo se preocupou mais com a música que com o visual. Porém a banda acabou no ano seguinte. Quem quiser saber mais sobre essa fase apocalíptica de Peter vale uma conferida no link: http://www.metalzone.com.br/v2005/classicos/classicos.php?recordID=5 , onde o assunto é mais aprofundado.

Peter chega ao ano de 1990 já com uma banda já formada, os integrantes são: o baterista Sal Abruscato, o guitarrista Kenny Hickey e o tecladista Josh Silver. A banda consegue no ano seguinte gravar seu primeiro álbum pela Roadrunner. E então temos "Slow, Deep and Hard", diferente do título temos nesse cd uma banda rápida e ainda com resquícios do Carnivore em algumas passagens, porém é um dos melhores álbuns do grupo. É um trabalho cru e visceral confira a faixa de abertura "unsuccessfully coping with the natural beauty of infidelity", que ao longo dos seus 12 minutos, a banda passa por vários climas tétricos intercalando com o peso e a velocidade do hardcore nova iorquino.

Peter relata nessa faixa o péssimo relacionamento dele com sua última namorada e também que estava por dentro das escapulidas da "moça", é só dar uma sacada no refrão "I know you're fucking someone else". Durante todo o play encontramos elementos musicais que serão mais trabalhados no futuro da banda, como as partes lentas que se aproximam do doom-metal, coros com toques quase "sacros" e partes acústicas. O baixo sempre marcante de Peter é o que comanda toda a fúria do álbum que também tem o molho especial do teclado de Josh. Das sete faixas do cd, duas são instrumentais, a quinta faixa chamada "glass walls of limbo (dance mix)" dá a sensação de estarmos em uma siderúrgica e com coros sacros (feitos por Peter). A segunda instrumental vem logo em seguida e não é bem uma instrumental, é apenas 1 minuto de silêncio com o singelo título de "A má interpretação do silêncio e sua desastrosa conseqüência".

O disco é sem dúvida alguma excepcional pela sua criatividade é como uma pedra bruta, que foi polida com o tempo e hoje temos o Type que esta por ai. O álbum tem uma boa repercussão no cenário, e depois de uma tour com o Biohazard e o The Exploited fez o nome do Type ficar mais conhecido.

Vai se saber o que levou o Type a fazer um álbum ao vivo logo após o seu debut, mas isso não é importante, pois esse álbum não tem nada de ao vivo, é pura enganação. A estória que existe por de trás desse álbum é que Peter havia gastado o dinheiro que foi dado pela gravadora para a produção de um álbum ao vivo de verdade, mas o Sr. Peter o gastou com festas. Para reparar isso, a banda gravou novas versões das faixas do primeiro álbum, mixado com o som do público e até diálogo.

O que chama a atenção mesmo nesse álbum são os covers para "Hey Joe" do Jimi Hendrix, que foi alterada para "Hey Peter" e "Paranoid" do Black Sabbath com alguns riffs de "Iron Man" no meio da música. Esse cd foi relançado em 1994 com uma nova capa, visto que a original mostrava um coito anal homossexual. E foi incluída também a faixa "Paranoid".

Em 1993 o Type conseguiu sua ascensão junto ao público, e foi com "Blood Kisses" que o Type conseguiu seu merecido reconhecimento da mídia e do público pelo mundo e isso sem se tornar comercial. Mudando radicalmente seu conceito musical (do visceral para o sombrio) e investindo mais em melodias doom, é desse cd que sai os primeiros hits do grupo. Quem não ouviu exaustivamente nas rádios e na Mtv as músicas "Christian Woman" e "Black Nº 1"?

A intro "Machine Screw" começa com gritos femininos de prazer que te levam suavemente para a faixa "Christian Woman", essa música não só foi o primeiro hit do grupo como também sua dor de cabeça. Por ser muito extensa, cerca de 9 minutos, teve que ser editada para ser tocada na Mtv e para as rádios. A versão editada tem a letra também adulterada.

Mas a edição não prejudicou a "obra". A música fala de uma adolescente cristã que vê em Cristo crucificado um símbolo sexual, o clipe dessa música é excelente, sombrio e picante, mostrando a adolescente na cama com o suposto Cristo.

A terceira faixa é mais um hit da banda. Black Nº 1 deu o título de "metal-vampiro" ao grupo, e mais um clipe foi exibido. A canção conta à história de uma groupie que Peter se relacionou e não foi muito feliz confira no refrão "Loving you was like loving the dead".

O lado hardcore do grupo volta à tona nas faixas "Fay wray come out and play" e "Kill all the white people". Mas a melancolia de Peter Steele retorna nas músicas "Summer Breeze", "Blood Kisses" essa é mais uma faixa sobre um relacionamento mal acabado do vampirão, ele chega a dizer "Oh no, Please dont' go, It's like a death in the family" (Oh não, Por favor, não se vá, Isso é como uma morte na família). Problemas pessoais do vocalista recheiam o cd, como em "Too Late: Frozen" e "Blood & Fire".

Blood Kisses é item obrigatório em qualquer cd-teca que se preze. O álbum chamou a atenção de headbangers, góticos e fãs de metal em geral.

Em 1994 saiu uma versão digipack para o Blood Kisses. Essa versão digipack retirou as faixas curtas e rápidas da primeira edição, deixando somente as mais legais como: "Christian Woman", "Bloody Kisses (A Death in the Family)", "Too Late: Frozen", "Blood & Fire", "Can't Lose You", "Summer Breeze", "Set Me on Fire", "Black No. 1 (Little Miss Scare-All)" além da inédita "Suspended in Dusk" que não coube na primeira versão do cd. Não só a capa é diferente como o encarte que mostra esculturas de anjos em cemitérios. Durante a tour desse álbum alguns desentendimentos entre Sal Abrusvatto e a banda culminou na saída do baterista em seu lugar entrou o ex- Life of Agony Johnny Kelly.

Em 1995 o Type participa do primeiro volume do tributo ao Black Sabbath, o projeto conhecido como "Nativity In Black", junto participaram bandas de renome como: Megadeth, Bruce Dickinson, Sepultura, Faith No More, White Zombie etc... O Type grava a música Black Sabbath em uma versão bem Type O Negative, diferente das outras bandas que seguiram o original, a versão do Type ficou sombria e obscura. Muitos fãs aguardavam na expectativa como seria o novo álbum, e enquanto aguardavam Peter teve um tempinho para posar peladão para a revista Playgirl, o que chamou mais ainda atenção para o nome da banda.

E finalmente em 1996 é chegada a hora de October Rust. Maravilhoso. Genial. Fica difícil escolher entre Blood Kisses e October Rust. As letras do cd estão bem melhores escritas e todas usando o erotismo ora sarcástica ora dramática. Sem contar as duas primeiras faixas do cd, pois a primeira é apenas estática e a segunda é a banda desejando que a galera curta o álbum (desejando isso de forma bem debochada).

A "festa" começa mesmo na terceira faixa, "Love you to Death", com direito a um belíssimo vídeo clipe. O instrumental dessa música como de todas as faixas do álbum é muito bonito, começando com uma belíssima introdução de piano e a voz de Peter dando o tom erótico e romântico na música. Em "Be my Druides" é o baixo que comanda a festa, assim a música segue em um clima mágico e hipnotizante, como em todo o álbum. Já com um clima mais ameno e sons de chuva e natureza segue "Green Man". Mas toda a alegria e sensação de natureza se vão com a entrada de "Red Water", uma canção densa que trata de uma reunião para a ceia de natal organizada pela irmã de Peter. Na mesa foi deixado um lugar vazio em memória do pai de Peter. E mais uma vez o clima é desfeito, agora com um pique meio eletrônico e dançante, entra "My Girlfriend's Girlfriend", a faixa teve clipe rolando a rodo na MTV, e chegou a ser proibido em alguns países, devido ao fato da canção tratar do homossexualismo feminino e com Peter fazendo parte da festa.

Violões dão um tom acústico à "Die With Me". A letra de "Burnt Flowers Fallen" é excelente, casando muito bem com o instrumental. A mais fraca do álbum "In Praise Of Bacchus" consegue ter um bom clima criado pelos teclados de Josh. Muito bem escolhido foi o cover "Cinnamon Girl" do Neil Young. A faixa seguinte com o pequeno título "Glorious Liberation of the People's Technocratic Republic of Vinnland" é uma instrumental muito da sem graça, mas a história por trás do título dessa faixa é que a torna interessante.
Para quem não sabe Vinnland é um termo nórdico dado pelos Vikings para a América, a tradução seria algo como "Terra de Florestas" o local exato dessas "terras", não se sabe, mas acreditasse que fique entre o Canadá e o extremo norte dos Estados Unidos. Isso aconteceu por volta de 1000 DC. Isso foi só um resumo da história, existe muito mais informação sobre o tema e vale a pena pesquisar.

Outro ponto alto do cd é a faixa "Wolf Moon" são 6 minutos de climas sombrios, a letra com seu tom sacro e aterrorizante ao mesmo tempo. Fechando o cd tem "Haunted", mais uma canção sobre algum relacionamento de Peter, vale destacar mais uma vez a letra da faixa. Mesmo tendo cerca de 10 minutos, são tantas passagens e climas que a banda consegue criar, que simplesmente não se percebe o tempo passar. Sem dúvida alguma October Rust é um clássico da banda. Fica claro mais uma vez a qualidade lírica do álbum, e os magníficos arranjos. Item totalmente indispensável para fãs de metal em todas suas vertentes.
Em 1999 vem o mais fraco álbum do grupo, sim estou falando de World Coming Down, de suas 13 faixas apenas umas três se salvam por completo. São elas: "Every One I Love Is Dead", "All Hallow´s Eve" e "Everything Dies". O estilo Black Sabbath de ser foi incorporado em todo álbum. A faixa título tem lá seus méritos, mas se perde por ser muito extensa. O cover dos Beatle's "Daytripper" ficou interessante. Na verdade esse é um álbum que precisa ser ouvido pelo menos umas cinco vezes para ser assimilado. World Coming Down lembra um pouco os primórdios da banda, mas sem o brilhantismo e o poder de outrora.
O Type O Negative ainda foi trilha sonora para diversos filmes como "Privates Parts", "The Bride Of Chucky", I know Die Last Summer e The Blair Witch.

Em 2003 o TON retorna com seu quinto trabalho de estúdio, Life is Killing Me. Bem melhor que seu antecessor.  Esse cd é uma junção dos melhores momentos de World Comming Down com October Rust onde as guitarras são a atração principal.  A musica de trabalho do disco “I Don´t Wanna Be Me” é bem puxada para o punk rock diferenciando bem de outros trabalhos do TON. Na seção discografia você poderá ler as resenhas de cada cd da banda incluindo o Life is Killing Me.

Depois uma tour extensa que mais uma vez não passou pelo Brasil, o TON  em outubro de 2003 realizou uma tour bem sombria e macabra pelos EUA em que se juntou os britânicos do Cradle of Filth e os portugueses do Moonspell.  Foram cerca de 30 shows na terra do Tio Sam.

Em 2004 a banda não teve seu contrato renovado com a Roadrunner e depois de 13 anos de parceria a banda deixou a gravadora americana para assinar com a alemã SPV/Steamhammer.

A única novidade sobre a banda até o momento foi o lançamento do dvd Symphony of the Devil lançado em março de 2006.  O dvd nada mais é que o show feito em 1999 no Live at Bizarre Festival.  A banda apenas oficializou um blooteg que já rolava há muito tempo na Internet com uma gravação pra lá de razoável.  O chato é que foram removidos os covers de “Back in the USSR” dos Beatles e o meddley “The Day Tripper” logicamente devido aos direitos autorais.

Sear Bliss

O black metal é um estilo que inovou muito na última década e se distanciou dos seus primórdios com bandas como Venon, Celtic Frost e Bathory.  Atualmente os grupos capricham muito mais nas letras, na produção do cd, na arte das capas e principalmente em sua musica.

É justamente no campo da música que os húngaros do Sear Bliss chamaram atenção do mundo para a cena black metal do seu país.  Fugiram do estereótipo de “mais uma banda satânica”, investiram em letras abordando o folclore da Hungria. Além disso, o black metal sinfônico do grupo tornou-se ímpar quando optaram por usar um instrumento bem inusitado no estilo: o trombone.

A história dessa banda começou a ser escrita quando András Nagy (vocal/baixo) juntou um grupo de amigos para a primeira formação da banda, isso por volta de 1993.  No ano seguinte já com uma formação quase estabilizada e a inclusão de Gergely Szücs como trompetista começaram os trabalho para o que viria a ser a demo “The Pagan Winter”.

Como na maioria das bandas que estão começando, sustentar uma formação definitiva é algo complicado e com o Sear Bliss não foi diferente. Finalmente em 1995 o grupo consegue gravar sua primeira demo “The Pagan Winter”.  O trabalho rendeu diversos reviews positivos para o grupo, além da primeira apresentação ao vivo em Budapeste.

Depois de vender mais de 800 cópias da demo era inevitável que a banda conseguiria seu primeiro contrato com uma gravadora.  E foi o que aconteceu quando o grupo assinou com a Two Moons Records.  Esse contrato foi para gravar três álbuns.

Em janeiro de 1996 saí o primeiro trabalho de estúdio da banda, com o título de “Phantom”, esse nome foi mudado pela gravadora para Phantoms e lançado em agosto.  O reconhecimento pelo trabalho do Sear Bliss torna-se evidente quando diversas musicas do álbum saem em compilações pela Europa.

A demo “Pagan Winter” é lançada como álbum em 1997 com um bônus, a faixa inédita “In the Shadow of Another World” e o grupo excursiona com pela Europa com o Marduk. Em maio do mesmo ano mais baixas na formação da banda acontecem.  Dois integrantes são convidados a sair do grupo e para seus lugares foram recrutados Zoltán Schönberger (bateria) e Viktor Scheer (guitarra).

Sem perda de tempo começam a trabalhar no próximo álbum.  Em agosto do mesmo ano “The Haunting” (1997) é gravado, mas um fato inusitado ocorre, o disco foi mixado sem o grupo ficar sabendo, o que desapontou muito o restante da banda.

Nos dois anos seguintes, 1998 e 1999 o Sear Bliss tentou sem sucesso sair em turnê com alguns grupos grandes, entre eles o Ancient, mas não teve êxito, já que compromissos de estúdio dessas bandas não possibilitaram a realização dos shows.

No início de 1999 o grupo abandona a gravadora Mascot Records e durante a segunda metade de 1999 uma leva de gente deixa a banda, a começar pelo guitarrista Viktor Scheer, em seguida Gergely Szücs (trompete) e János Barbarics (guitarra), esses dois últimos saem devido a outros compromissos pessoais.


Sem gravadora e com a formação totalmente desestabilizada, o fundador do grupo não desiste, o próprio assume a guitarra, mais tarde András Horváth se junta ao grupo como segundo guitarrista. Um novo tecladista é contratado Attila Török e um trompetista, Róbert Pintér.

Com a casa um pouco mais organizada, a banda grava duas novas músicas no início de 2000.  Ainda conseguem realizar uma pequena tour pela Europa.  Pouco tempo depois assinam contrato para um álbum com o selo Nephilim Records.

Em 2001 gravam o quarto álbum Grand Destiny (2001). Os integrantes da banda participam de alguns projetos interessantes durante esse ano como, por exemplo "The Beggar´s Opera".  Em agosto do mesmo ano começam os trabalhos para o quinto álbum. E no final de 2001 a boa notícia, a banda assina um contrato para três álbuns com o selo americano Red Stream.

E já estava tudo pronto para o quinto trabalho do grupo ser lançado.  E foi justamente o que aconteceu em março de 2002, quando soltam “Forsaken Symphony” (2002). E parece que a união com a Red Stream foi um bom negócio.  A gravadora re-lançou o álbum anterior Grand Destiny (2001).

Além do novo álbum a banda faz uma apresentação com o grupo teatral Illyés Gyula e fazem a performance de "The Beggar´s Opera" em Budapeste no teatro Thália um dos mais famosos da cidade, todo esse esforço foi recompensado com um grande sucesso.

No final do mesmo ano o Sear Bliss faz uma pequena tour pela Europa ao lado do Skyforger, Grief of Emerald, Obtest e Bestial Mockery.

O Sear Bliss tirou o ano de 2003 para shows entre as diversas apresentações que o grupo fez, destaca-se os shows feitos com o Marduk, Immolation, Malevolent Creation e Mortiis em Budapest

No final de 2003 a banda entrou em estúdio para gravar seu sexto trabalho que foi lançado no ano seguinte. Em meados de 2004 “Glory and Perdition” chega às lojas.  Esse talvez seja o melhor trabalho da banda até o momento, justificando as críticas positivas que esse álbum vem recebendo pelo mundo.