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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ajattara - Tyhjyys


Spikefrm Records - Importado
Faixas: 11
2004
Nota: 9
Black Metal

Faixas:
01. Intro
02. Sortajan kaipuu
03. Katumuksen kyinen koura
04. Naaras
05. Armon arvet
06. Pahan tuoma
07. Harhojen renki
08. Langennut
09. Uhrit
10. Tyhjyydestä
11. Outro

O projeto do frontman do Amorphis Pasi Koskinen se solidifica com esse terceiro álbum.  No black metal obscuro e clássico do Ajattara, Pasi responde pelo pseudônimo de Ruoja.

Em Tyhjyys (que em português significa vazio), o grupo continua investindo na sonoridade mais primitiva do black metal e em alguns momentos lembrando o Bathory. O diferencial aqui é que o grupo canta em sua língua natal: o finlandês.

A banda manteve-se fiel ao seu estilo de fazer black metal que se iniciou em Itse (2001).  Guitarras pesadas, vocal satanicamente gutural e rasgado e o teclado pra lá de sombrio.  Nesse trabalho o grupo investiu mais em teclados.  Prova disso é “Naaras” a sétima faixa do cd. Porém todas as demais músicas são muito boas.
O grupo buscou diversificar algumas musicas com passagem de coros com voz limpa, mas de forma muito sutil, algumas músicas com um levada maior de baixo.  São pequenos detalhes onde a banda mostra que busca inovações para sua sonoridade.  Vale conferir. Mas vale muito mesmo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dark Season - Valley of Desecration

11 Faixas
2004
Black Metal
Independente
Nota: 9.5

Uma questão que eu sempre deixei em pauta foi: - Até quando a maior parte do público brasileiro consumidor de cds fará vistas grossas as bandas do seu país?  Sim, pois existe um preconceito latente a grupos nacionais.  Conheço pessoas que gastam cerca de R$ 35,00 a R$ 40,00 reais em um cd de uma decadente banda de metal melódico ou um grupo de black metal comercial, mas é incapaz de expressar o mínimo de interesse as bandas nacionais. 

Quando vou a lojas especializadas, seja no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte e etc...O papo é sempre o mesmo, a criatura pega o cd, olha com total falta de interesse e depois volta para o gringo decadente.  Isso não é xenofobia da minha parte é revolta mesmo!

Esse preconceito aumenta principalmente quando o grupo é nordestino.  Não? O leitor deve estar se perguntando agora: - Eu não sou assim! Eu não faço isso.  Pois faz sim.  Existe de forma mascarada um preconceito e uma grande apatia a grupos do Nordeste brasileiro.  Mas se cada um de nós depositarmos um pouco do nosso tempo ajudando esses grupos, com certeza eles conseguirão a visibilidade que precisam.

Precisei desse extenso parágrafo para iniciar essa resenha de um dos melhores álbuns de 2000.  Gostaria de apresentar a você leitor o grupo piauiense Dark Season. 

O grupo é novo, surgiu em 2001e  no ano seguinte lançou sua primeira demo que recebeu da mídia especializada os mais diversos elogios.

Em 2004, o grupo retorna com seu debut. Da introdução até a última faixa, o cd não passa de um grande desfile de qualidade, competência e bom gosto. Cada arranjo e nota parece ter sido trabalhada cuidadosamente afim de fazer com que o ouvinte atinja um estado de êxtase com as músicas.  Para exemplificar ouça a faixa “Into My world”.

A sonoridade da banda é tão rica que podemos encontrar diversas influencias que vão do metal tradicional em solos e bases ao metal sinfônico em algumas passagens como na belíssima “The Ritual”.  O vocal gutural, porém audível de Alonso Alves se encaixa perfeitamente a banda sem abusar na agressividade. 

Continuando a citar destaques, não deixe de ouvir “Unhloy War” ótimas passagens de teclados e uma melodia cativante.

Todas as onze faixas são perfeitas, talvez o único ponto que a banda deixa a desejar seja na parte lírica, onde o grupo investe em temas batidos como demônios, escuridão com metáforas envolvendo esses assuntos.  A parte gráfica do cd é bem organizada, porém a capa poderia ter sido melhor trabalhada e infelizmente não passa para quem a vê toda a exuberância que é esse trabalho.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sear Bliss

O black metal é um estilo que inovou muito na última década e se distanciou dos seus primórdios com bandas como Venon, Celtic Frost e Bathory.  Atualmente os grupos capricham muito mais nas letras, na produção do cd, na arte das capas e principalmente em sua musica.

É justamente no campo da música que os húngaros do Sear Bliss chamaram atenção do mundo para a cena black metal do seu país.  Fugiram do estereótipo de “mais uma banda satânica”, investiram em letras abordando o folclore da Hungria. Além disso, o black metal sinfônico do grupo tornou-se ímpar quando optaram por usar um instrumento bem inusitado no estilo: o trombone.

A história dessa banda começou a ser escrita quando András Nagy (vocal/baixo) juntou um grupo de amigos para a primeira formação da banda, isso por volta de 1993.  No ano seguinte já com uma formação quase estabilizada e a inclusão de Gergely Szücs como trompetista começaram os trabalho para o que viria a ser a demo “The Pagan Winter”.

Como na maioria das bandas que estão começando, sustentar uma formação definitiva é algo complicado e com o Sear Bliss não foi diferente. Finalmente em 1995 o grupo consegue gravar sua primeira demo “The Pagan Winter”.  O trabalho rendeu diversos reviews positivos para o grupo, além da primeira apresentação ao vivo em Budapeste.

Depois de vender mais de 800 cópias da demo era inevitável que a banda conseguiria seu primeiro contrato com uma gravadora.  E foi o que aconteceu quando o grupo assinou com a Two Moons Records.  Esse contrato foi para gravar três álbuns.

Em janeiro de 1996 saí o primeiro trabalho de estúdio da banda, com o título de “Phantom”, esse nome foi mudado pela gravadora para Phantoms e lançado em agosto.  O reconhecimento pelo trabalho do Sear Bliss torna-se evidente quando diversas musicas do álbum saem em compilações pela Europa.

A demo “Pagan Winter” é lançada como álbum em 1997 com um bônus, a faixa inédita “In the Shadow of Another World” e o grupo excursiona com pela Europa com o Marduk. Em maio do mesmo ano mais baixas na formação da banda acontecem.  Dois integrantes são convidados a sair do grupo e para seus lugares foram recrutados Zoltán Schönberger (bateria) e Viktor Scheer (guitarra).

Sem perda de tempo começam a trabalhar no próximo álbum.  Em agosto do mesmo ano “The Haunting” (1997) é gravado, mas um fato inusitado ocorre, o disco foi mixado sem o grupo ficar sabendo, o que desapontou muito o restante da banda.

Nos dois anos seguintes, 1998 e 1999 o Sear Bliss tentou sem sucesso sair em turnê com alguns grupos grandes, entre eles o Ancient, mas não teve êxito, já que compromissos de estúdio dessas bandas não possibilitaram a realização dos shows.

No início de 1999 o grupo abandona a gravadora Mascot Records e durante a segunda metade de 1999 uma leva de gente deixa a banda, a começar pelo guitarrista Viktor Scheer, em seguida Gergely Szücs (trompete) e János Barbarics (guitarra), esses dois últimos saem devido a outros compromissos pessoais.


Sem gravadora e com a formação totalmente desestabilizada, o fundador do grupo não desiste, o próprio assume a guitarra, mais tarde András Horváth se junta ao grupo como segundo guitarrista. Um novo tecladista é contratado Attila Török e um trompetista, Róbert Pintér.

Com a casa um pouco mais organizada, a banda grava duas novas músicas no início de 2000.  Ainda conseguem realizar uma pequena tour pela Europa.  Pouco tempo depois assinam contrato para um álbum com o selo Nephilim Records.

Em 2001 gravam o quarto álbum Grand Destiny (2001). Os integrantes da banda participam de alguns projetos interessantes durante esse ano como, por exemplo "The Beggar´s Opera".  Em agosto do mesmo ano começam os trabalhos para o quinto álbum. E no final de 2001 a boa notícia, a banda assina um contrato para três álbuns com o selo americano Red Stream.

E já estava tudo pronto para o quinto trabalho do grupo ser lançado.  E foi justamente o que aconteceu em março de 2002, quando soltam “Forsaken Symphony” (2002). E parece que a união com a Red Stream foi um bom negócio.  A gravadora re-lançou o álbum anterior Grand Destiny (2001).

Além do novo álbum a banda faz uma apresentação com o grupo teatral Illyés Gyula e fazem a performance de "The Beggar´s Opera" em Budapeste no teatro Thália um dos mais famosos da cidade, todo esse esforço foi recompensado com um grande sucesso.

No final do mesmo ano o Sear Bliss faz uma pequena tour pela Europa ao lado do Skyforger, Grief of Emerald, Obtest e Bestial Mockery.

O Sear Bliss tirou o ano de 2003 para shows entre as diversas apresentações que o grupo fez, destaca-se os shows feitos com o Marduk, Immolation, Malevolent Creation e Mortiis em Budapest

No final de 2003 a banda entrou em estúdio para gravar seu sexto trabalho que foi lançado no ano seguinte. Em meados de 2004 “Glory and Perdition” chega às lojas.  Esse talvez seja o melhor trabalho da banda até o momento, justificando as críticas positivas que esse álbum vem recebendo pelo mundo.