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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Absolute Disgrace - Corpse Kingdom

10 Faixas
Cogumelo Records – Nacional
2004
Nota: 9

Faixas:
01. The Grandmas Molestor
02. Undead
03. Condemned
04. Memories of a Dismembered Cadaver
05. Cadaveric Masturbation
06. The Rotted Bodies
07. Faecal Spray of Blood
08. Menstruation Sucker
09. Cannibals
10. When the Food Tries to Survive

http://www.absolutedisgrace.cjb.net/

Ninguém pode imaginar a satisfação que é poder resenhar o primeiro registro de estúdio do Absolute Disgrace.  Lembro-me quando recebi a demo Condemned em meados de 2002 e já era um trabalho de qualidade e me entristecia ainda não poder vê-los com o suporte de alguma gravadora.  Pois bem, depois de muita, mas muita luta pelo underground, os mineiros conseguem lançar seu primeiro trabalho.

E como era de se esperar, os caras não decepcionaram, muito pelo contrário, correm o risco de serem considerados os maiores do estilo na América do Sul e porque não do mundo?  Conteúdo para tal eles tem de sobra.  E por falar em conteúdo o que são essas letras? Além da bestialidade lírica que a banda é capaz de produzir os amantes do grind/splatter iram se deliciar com o conjunto da obra que é um dos mais nojentos e melhor produzidos já em nosso país.  Só pancadaria do começo ao fim sem choro nem vela.  Gritaria, vocal gutural, bateria sendo socada, isso realmente é uma desgraça absoluta.

Parabéns a banda pelo trabalho.  Márcio e Cia, vocês acertaram em cheio.

Amoral - Wound Creations

Spikefarm – Importado
10 Faixas
Nota: 8.5

O underground finlandês vem produzindo inúmeras bandas de death metal das quais, poucas conseguem um lugar ao sol.  E o Amoral é uma que com certeza conseguirá seu merecido espaço.

O death metal do grupo é trabalhado e com técnica apurada, principalmente por parte dos guitarristas.

Esse é o primeiro trabalho dos caras e já vieram com a corda toda e prova disso são as empolgantes cacetadas e a pegada animal de faixas como “Atrocity Evolution” e “Silent Renewal”.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vader

Quando o assunto é metal extremo, as bandas que geralmente vem à cabeça são: Deicide, Morbid Angel, Cannibal Corpse ou Carcass. Isso podia ser a alguns anos atrás, pois atualmente podemos incluir nessa lista o polonês Vader. O Vader foi formado por volta de 1986, mas só em 1993 que eles conseguiram assinar um contrato com uma gravadora "major" e lançaram seu primeiro álbum o brutal "The Ultimate Incantation". Foi umas das primeiras bandas de metal extremo a sair da extinta Cortina de ferro e mostrar seu potencial ao mundo.

Logo de cara já conseguiram uma turnê ao lado do Bolt Thrower e do Grave pela Europa, e do Deicide, Suffocation e Dismember pelos Estados Unidos.

Mas infelizmente no ano seguinte o Vader perde seu contrato com a Earache, mas sem deixar se abater lançam dois álbuns pelo selo Baron, o primeiro é um ao vivo chamado "The Darkest Age - Live '93" vale destacar o cover para Hell Awaits do Slayer, já o segundo é o "Sothis" , mas não chamaram muito atenção já que o death metal na época estava em baixa para a mídia.

Em 1995 a banda assina com o selo alemão System Shock/Impact Records, e assim conseguiram se manter no cenário e lançam mais três álbuns que garantiram o sucesso do grupo. Quem trouxe novamente à tona o nome da banda foi "De Profundis" de 1995, depois em 1996 o Vader lança um excelente álbum e item indispensável para fãs de metal, "Future of the Past" só tem covers, vale muito conferir as novas roupagens para Kreator, Sodom, Terrorizer, Possessed, Celtic Frost e Black Sabbath. No ano seguinte "Back to the Blind" é o último trabalho da banda com a gravadora alemã. O grupo chega a fazer mais de 350 shows nesses três anos, mantendo assim sempre seu nome em evidência.

Querendo ou não é um fato curioso uma banda originária de um país sem nenhuma tradição em metal chegar até onde chegou, e para que o público conhecesse mais o trabalhado do início da carreira a gravadora Hammerheart lançou em um único cd as duas demos Necrolust" (1989) e "Morbid Reich" (1990) sob o título de "Reborn in Chaos".

O ano de 1998 trouxeram bons ventos a banda, primeiro com o lançamento de mais um álbum ao vivo, e dessa vez gravado no Japão. Um Ep também foi lançado chamado "Kingdom" com 6 faixas e um home-vídeo chamado "Vision and Voice". Sem contar que o Vader abriu o show do Slayer em sua passagem pela Polônia. E para fechar o ano o grupo assina com a Metal Blade.

O Vader tira o ano de 1999 para shows e festivais com diversas bandas renomadas. Em março a banda começa como headliners de um tour americana, e um festival chamado "International Extreme Music Festival '99" - ao lado de nomes como: Gorguts, Cryptopsy, Nile, Divine Eve entre outros.

Em maio a banda toca em um grande festival na Polônia chamado MetalMania, com as bandas Anathema, Samael e Grip. Inc. Em junho mais shows pela Europa, ao lado das bandas Six Feet Under, Enslaved, Cryptopsy, Thyrfing e Nile.

Em novembro e dezembro de 99 a banda se trancou no stúdio Red para a gravação do novo álbum chamado "Litany" que foi lançado em março de 2000.

E mais festivais e shows marcaram a agenda, um dos mais marcantes foi o "No Mercy Festivals 2000" ao lado do Deicide, Immortal, Marduk e Cannibal Corpse.

Shows no Japão, Estados Unidos e Canadá completaram a divulgação do álbum. Um excelente mini cd chamado "Reign Forever World" foi lançado em agosto de 2001. São 10 faixas com três excelentes covers, são eles: "Total Desaster" do Destruction, "Rapid Fire" do Judas Priest e "Freezing Moon" do Mayhem.
Entre fevereiro e março de 2002 o Vader finaliza seu mais novo álbum o descomunal "Revelations", velocidade peso e garra são os únicos adjetivos para o álbum.

A banda segue o ano em turnê e desta vez o Brasil esta incluído no mapa.

FormaçãoPeter_Vocal e Guitarra
Doc_Bateria
Mauser_Guitarra
Simon_Baixo

DiscografiaThe Ultimate Incantation_1992
The Darkest Age - Live '93_1994
Sothis_1994
De Profundis_1995
Future Of The Past (covers)_1996
Black To The Blind_1997
(EP) Kingdom_1998
Live In Japan_1998
Litany_2000
Reign Forever World_2001
Revelations_2002

Site: http://www.vader.pl/

Possessed

Muito se questiona sobre a banda que seja pioneira do estilo death metal.  Os fãs elegem seus favoritos e a mídia busca desenterrar grupos que pode sim ser considerado como os primeiros do estilo.  Talvez o Possessed encabece tranqüilamente essa lista.

O grupo americano é genuinamente um dos pioneiros do death metal, já que fizeram uso de grandes influências do Slayer que já havia lançado até então o Show No Mercy (1983) e o Hell Awaits (1985) só que em um nível muito superior em se tratando de brutalidade e o que nós fãs de death metal chamamos “podreira” musical.

O Possessed não é somente o mais respeitado grupo de death metal americano, mas ainda é respeitado e venerado por todo o mundo.  A banda nasceu no berço do thrash metal, na Bay Área em São Francisco.  Nem vou bater na tecla que foi dela que vieram os mais importantes grupos de thrash metal da década de 80 não é?


Pois bem, a banda lançou apenas dois álbuns que foram mais do que suficientes para influenciar uma geração incontável de outras bandas.  Os responsáveis por essa influenciar são os álbuns Seven Churches (1985) e Beyond the Gates (1986).

O início da lenda começa por volta de 1983 quando alguns jovens que ainda estavam no colegial se reuniram para formar uma banda. Nesse inicio eram Mike Torrão (Guitarra), Mike Sus (bateria) e Barry Fisk (vocal).  Fisk não durou muito, já que pouco tempo depois cometeu suicídio. Para o seu lugar chamaram Jeff Becerra que além de assumir o vocal, acumulou a função de baixista.

Em 1984 gravam suas primeiras três músicas para uma demo.  A demo caiu nas mãos de um produtor da Metal Blade que se mostrou bem interessado no som da banda e incluiu o grupo no sexto volume da coletânea Metal Massacre.


Após o lançamento da demo houve uma mudança no line up da banda.  A saída de Brian Montana.  Após cansativas entrevistas, estava difícil conseguir um substituto.  Porem correram boatos fortes na época que ninguém menos do que Kerry King seria o novo guitarrista da banda.  É claro que não passavam de rumores e Brian acabou sendo substituído por um antigo amigo de Becerra chamada Larry Lalonde.

Com a formação mais estabilizada a banda investiu em shows por toda São Francisco.  Tocaram por diversas vezes ao lado do tanque thrash Exodus dos quais ficaram muito amigos. O Exodus e o Possessed juntos em uma noite davam as bandas o título de mais agressivo, violento e perigoso show do cenário local.
Depois de todo esse barulho que essas duas bandas estavam fazendo, a gravadora Torid ofereceu um contrato para ambos, mas que só foi aceito pelo Exodus.  O Possessed optou pela gravadora Combat que tinha em seu cast artistas de renome no thrash metal como Megadeth e Dark Angel.

Em meados de 1985 o grupo entra em estúdio com o conceituadíssimo produtor Randy Burns e finalizam a obra prima do death metal “Seven Churches.”.  O álbum tem nove faixas, apesar das letras abordarem temas satânicos, o seu instrumental rápido, ríspido, sujao e brutal, uma novidade para época.  Algumas das músicas como: “The Exorcist”, “Pentagram”, “Seven Churches” e “Death Metal”. A mistura sonora de Motörhead, Venom e Slayer fizeram do Possessed um conceito novo dentro do metal que em alguns momentos não foi muito bem assimilado por boa parte do grupo, mas serviu de referencia para dezenas de outras bandas, entre elas o Death que bebeu muito na fonte desse disco.

Para divulgar o álbum, o Possessed saiu em turnê ao lado do Slayer e dos seus ídolo o Venom. Um desses shows realizados em São Francisco com o Slayer, foi descrito como um memorável concerto de death metal oitentista.

No Halloween de 1986 a banda retorna com “Beyond the Gates”. O álbum recebeu algumas críticas pela produção fraca que ficou a cargo de Carl Cannedy que já havia tocado em uma banda chamada Rods e também já trabalhou com o Exciter e o Anthrax.  Apesar da produção fraca o álbum tem vários hinos do death metal como: “Seance”, “Tribulation” e “Phantasm”.

Logo em seguida o grupo saiu em tour por três semanas e meia ao lado do Voivod e Deathrow. Em meados de 1987, já nos EUA o grupo realiza outra tour com os thrashers do Dark Angel.  Uma turnê bem conturbada e cheia de desentendimentos entre os membros das duas bandas.

Mesmo que a química dentro da banda não fosse a mesma e o clima estivesse pesado, o grupo entrou em estúdio para gravar o EP “Eyes of the Horror” (1987).  Para produzir o álbum o guitarrista Larry Lalonde convidou ninguém menos que Joe Satriane que até então era seu professor.  Satriane fez um bom trabalho apesar das críticas que recebeu, já que o EP estava soando mais thrash metal que death metal.  O que deixou os fãs um pouco decepcionadas foram as letras do álbum, já que eram baseadas em experiências do  vocalista Jeff Becerra com as drogas deixando de lado temas com referencias ao satanismo.

Para divulgar esse novo trabalho, o Possessed saiu em tour com o Megadeth, que não durou muito e a banda se separou depois de alguns shows.  Na verdade foi Bercerra quem deixou a banda por desentendimentos diversos com outros dois integrantes.

Mike Torrao (guitarra) deixou o grupo de molho até meados de 1990, quando começou a recrutar possíveis membros para a banda. Mesmo após centenas de mudanças, Mike conseguiu a árduas penas juntar alguns amigos da cena oitentista, eram eles: Bob Ypst (ex-baixista do Desecration), Walter Ryan (bateria, que depois se juntou ao Machine Head e o Madball) e Mark Strausberg (guitarra). Essa formação gravou uma demo que obteve resultados desastrosos.  Além da demo essa formação chegou a fazer duas apresentações ao vivo, uma delas ao lado o Machine Head.

Vendo que não conseguiria reativar o Possessed, o guitarrista e único membro remanescente Larry Lalonde jogou toda sua reputação death metal no lixo quando entrou para grupo de funk metal Primus.  Chegou a gravar com o Primus dez álbuns e em entrevistas se negava a falar sobre seu passado com o Possessed provavelmente para não queimar seu filem junto os fãs do Primus.

Atualmente Larry vai levando o Primus nas coxas.  Enquanto isso Mike Sus (bateria) formou-se em psicologia e atualmente trabalha com dependentes químicos. Mike Torrão atualmente trabalh em uma empresa de paisagismo.  E o vocalista Becerra leva a cabo sua nova banda Side Effect.


Jeff Becerra (vocais)
Larry LaLonde (guitarra)
 Mike Torrao (guitarra)
Mike Sus(bateria)